Hoje imaginei-me a caminhar numa ponte branca. Vi-me de costas, como se estivesse a seguir-me. À minha volta não existia nada. Ou existia tudo, branco, tal como a ponte sob a qual estava. Sempre em frente, julgo, sem me virar para trás - se o fizesse, via-me a mim mesma e enfrentava-me duplamente. Caminhei, não sei bem para onde, mas não parei. Estava serena, sem perturbações exteriores. Estava tranquila, sem perturbações interiores. Não me pensava nem me pensavam, encontrava-me simplesmente ali, a perdurar no tempo e no espaço. Em espaço nenhum, em todo o tempo.
Agora imagino-me a perdurar não sei bem onde, nem quando. Mas perduro. Em mim?
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