Às vezes é estupidamente difícil ver, aceitar e interiorizar que alguma coisa acabou, chegou ao fim.
Sabemos que o nosso objectivo é viver. Bom, ok, viver. Mas isso resume-se a quê? Relacionarmo-nos com outras pessoas vezes e vezes sem conta, para vermos esses relacionamentos acabarem vezes e vezes sem conta, talvez por ser ser esse o seu objectivo, a sua finalidade - literalmente. Vermos a nossa vida como um relógio, que dá uma grande volta para regressar sempre ao ponto de partida. Não pensarmos em nada por não valer a pena, limitarmo-nos com a sua existência, ou pensar em tudo para percebermos, afinal, o que andamos aqui a fazer, e para quê. Fazer o que queremos, porque queremos, onde e quando queremos, só porque sim, ou fazer o que a maioria quer que façamos blábláblá. É isso, viver? Depender do relativo e do incerto, nada mais.
Geralmente, costumo dizer que amo a vida, amo viver. Porque "a vida é bela", só porque a temos, como se fosse um dom. Mas naqueles momentos contraditórios, que toda a gente tem dentro de si, só para si... dizer isso é tão ridículo que chega a ser uma ofensa pessoal.